Hoje é 18 de abril de 2024 14:07
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Polícia pede cassação de registro profissional e bloqueio de bens de ginecologista acusado de crimes sexuais

Na última semana, a Polícia Civil indiciou Fábio Guilherme pelo crime de estupro de vulnerável, ele está preso desde o dia 20 de julho e já foi denunciado por 16 vítimas que procuraram a Delegacia Estadual Especializada no Atendimento à Mulher
Fábio Guilherme da Silveira Campos, 73 anos, suspeito de cometer crimes sexuais contra pacientes está preso desde o dia 20 de julho | Foto: Reprodução

A Polícia Civil pediu a cassação do registro profissional e o bloqueio de bens do ginecologista Fábio Guilherme da Silveira Campos, 73 anos, suspeito de cometer crimes sexuais contra pacientes. O médico está preso desde o dia 20 de julho e já foi denunciado por 16 vítimas que procuraram a Delegacia Estadual Especializada no Atendimento à Mulher (DEAEM).

O médico, que está preso desde o dia 20 de julho, chegou a ser agredido pelo marido de uma das pacientes que foi abusada sexualmente no Ciams Novo Horizonte, em Goiânia. O Conselho Regional de Medicina (Cremego) diz que a conduta do profissional é investigada internamente.

De acordo com as investigações, os crimes investigados foram praticados entre 2015 e 2020. Há, também, delitos que já prescreveram, como o caso de uma adolescente, que foi vítima do ginecologista em 1992.

Na última semana, a Polícia Civil indiciou Fábio Guilherme pelo crime de estupro de vulnerável. O inquérito policial concluído é referente a primeira vítima que denunciou o ginecologista. Foi por conta deste abuso, inclusive, que o médico foi agredido dentro do Ciams pelo marido da vítima.

O caso foi tratado como estupro de vulnerável, porque a corporação verificou que a mulher, ao fazer exame ginecológico, estava incapaz de oferecer resistência, só percebendo o delito sexual quando já havia se consumado, ficando em estado de choque.

Por meio de uma nota, o Cremego disse que todas as denúncias relacionadas à conduta ética de médicos recebidas pela entidade ou das quais o Conselho toma conhecimento são apuradas e tramitam em total sigilo, conforme determina o Código de Processo Ético-Profissional Médico.

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