Hoje é 21 de maio de 2024 07:20
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Polícia Federal prende suspeitos de mandar matar Marielle Franco

Operação acontece na manhã deste domingo e prendeu Chiquinho Brazão, deputado federal; Domingos Brazão, conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do RJ, e Rivaldo Barbosa, ex-chefe de Polícia Civil do Rio
Vereadora Marielle Franco foi assassinada em março de 2018: além das prisões, foram expedidos 12 mandados de busca e apreensão na sede da Polícia Civil do Rio e no Tribunal de Contas do Estado // Foto: Renan Olaz/CMRJ

Uma operação coordenada pela Procuradoria Geral da República, Ministério Público do Rio de Janeiro e Polícia Federal, na manhã deste domingo (24/3), resultou na prisão de três suspeitos apontados como mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco, ocorrido em março de 2018.

Foram presos Domingos Brazão, conselheiro do Tribunal de Contas do Estado; Chiquinho Brazão, deputado federal do Rio de Janeiro do partido União Brasil; e Rivaldo Barbosa, ex-chefe de Polícia Civil do Rio.

Além das três prisões, foram expedidos 12 mandados de busca e apreensão na sede da Polícia Civil do Rio e no Tribunal de Contas do Estado. Os agentes apreenderam documentos e levaram dispositivos eletrônicos para perícia.

A motivação do crime está sendo investigada, e há indícios de que esteja relacionada à expansão territorial de milícias no Rio de Janeiro.

Os investigadores decidiram fazer a operação no início deste domingo para surpreender os suspeitos. Informações da inteligência da polícia indicava que eles já estavam em alerta nos últimos dias, após o Supremo Tribunal Federal (STF) homologar a delação premiada do ex-policial militar Ronnie Lessa, que está preso desde 2019, sob acusação de ser um dos executores do crime.

Ao aceitar o acordo de colaboração com a PF, Lessa apontou quem eram os mandantes e também indicou a motivação do crime.

Segundo Lessa, os mandantes fazem parte de um influente grupo político no Rio, com interesses variados em diversos setores do Estado. Detalhes de encontros e evidências sobre as motivações foram fornecidos pelo ex-policial.

Anielle Franco, ministra da Igualdade Racial e irmã de Marielle, escreveu em uma publicação no X (ex-Twitter) que “hoje é mais um grande passo para conseguirmos as respostas que tanto nos perguntamos nos últimos anos: quem mandou matar a Mari e por quê?”.

“Agradeço o empenho da PF, do gov federal, do MP federal e estadual e do Ministro @alexandre. Estamos mais perto da Justiça!”, completou.

Monica Benicio, viúva de Marielle, encontra-se na Polícia Federal.

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