Hoje é 20 de abril de 2024 14:19
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Família autoriza doação de órgãos de criança com morte cerebral após afogamento

Rins e fígado de menino de 2 anos e 4 meses foram retirados e destinados para pessoas no Rio Grande do Sul e Minas Gerais que aguardavam na fila de transplantes
Ao levar o paciente para o centro cirúrgico, equipes do hospital formaram um corredor para aplaudir o doador | Foto: Reprodução

A família de uma criança de 2 anos e 4 meses que teve morte cerebral por causa de um afogamento teve uma atitude que emocionou a equipe médica e todos que acompanharam o caso. Isso porque os órgãos do menino foram doados para outras três crianças do Brasil que aguardavam na fila de transplante.

A captação foi feita no Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol), em Goiânia, que é o maior captador de órgãos no Estado de Goiás e um dos maiores no país.

O menino deu entrada no Hugol no último dia 28 e o diagnóstico de morte encefálica foi atestado dez dias depois, na última quinta-feira (8/6). O gesto de solidariedade aconteceu na sexta-feira (9/6).

Os rins e o fígado do menino foram retirados e destinados para crianças no Rio Grande do Sul e Minas Gerais que aguardam na fila de transplantes.

Ao levar o paciente para o centro cirúrgico, equipes do hospital formaram um corredor para aplaudir o doador. O momento foi marcado por grande comoção. Clique aqui para ver o vídeo.

De acordo com a gerente de Transplantes da Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO), Katiúscia Freitas, a doação segue a fila de transplantes nacional e o preparo da família é fundamental para auxiliar na decisão.

“Atualmente no país, cerca de mil crianças estão na fila aguardando um transplante. Diante da dificuldade nacional em ter doadores de órgãos, a doação pediátrica é ainda mais incomum. O preparo da equipe e o acolhimento da família nesse processo é fundamental para auxiliar na decisão da família”, disse Katiúscia Freitas.

Segundo a Dra. Teresa Cristina Godinho, que atua como médica na Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica do Hugol, é persistente a dificuldade enfrentada pela medicina devido a falta de órgãos disponíveis para transplantes.

“A doação transcende fronteiras e diferenças, unindo pessoas em um ato de altruísmo e generosidade. Como médica, incentivo a todos a refletirem sobre a importância da doação de órgãos”, finalizou Teresa Cristina.

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