Hoje é 21 de maio de 2024 08:07
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Câmara de Goiânia aprova projeto de Policarpo com ações para enfrentar enchentes

Programa estabelece medidas a serem adotadas pela prefeitura para prevenção de alagamentos, deslizamentos e desastres provocados por chuvas intensas
Romário Policarpo, presidente da Câmara de Vereadores de Goiânia: projeto parcialmente vetado pelo prefeito foi mantido pelo plenário do Legislativo, que derrubou o veto // Foto: Arquivo

O plenário da Câmara de Goiânia rejeitou, na sessão da última quarta-feira (17/4), veto parcial do prefeito Rogério Cruz (Solidariedade) ao projeto de lei 25/2023, que estabelece medidas a serem adotadas pelo município em casos de alagamentos, enchentes, inundações e deslizamentos. Com a derrubada do veto, a Mesa Diretora promulgará a lei.

De autoria do presidente da Casa, vereador Romário Policarpo (PRD), o texto instituiu o Programa Municipal de Ações Contingenciais para o Período Chuvoso, com a criação de um padrão de atuação para auxiliar a população afetada e para minimizar danos.

O programa também determina estudos de áreas de risco; capacitação de profissionais que atuam junto à população; planejamento de recursos; entre outras ações preventivas.

A proposta de lei afirma que o programa visa a preservação de vidas e bens perante situações de inundações, alagamentos e deslizamentos decorrentes das chuvas, a preservação do patrimônio público e privado, o socorro e a assistência à população vitimada. Orienta ainda sobre as práticas a serem adotadas para reabilitação dos cenários danificados, o restabelecimento dos serviços públicos essenciais afetados e a redução dos impactos negativos causados pelas chuvas aos cidadãos goianienses.

No veto parcial ao texto do projeto, o prefeito afirma que a matéria ingressa em competência exclusiva do Poder Executivo, citando os artigos 3º e 6º. Relatora do pedido de veto, a vereadora Kátia Maria (PT) discordou dos argumentos da prefeitura e afirmou que a proposta de Policarpo não invade a competência da administração municipal.

Segundo a vereadora, na proposta de Policarpo “não há criação de órgãos e tampouco de atribuição a órgãos já existentes”, bem como “não cria órgãos públicos”. Kátia Maria diz, em seu relatório, que a matéria “trata-se de direito relacionado à dignidade da pessoa humana, notadamente constitucionais e de interesse social, e, portanto, de competência da Câmara Municipal de Goiânia”.

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