Hoje é 19 de maio de 2024 02:49
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Caiado nomeia general para presidência da Goinfra

Novo titular substitui Lucas Vissotto, que deixou o cargo em meio a suspeitas de sobrepreço de R$ 62,5 milhões em licitação para compra de estruturas pré-fabricadas de concreto armado
General Antônio Leite dos Santos Filho foi diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro // Fotos: Arquivo/Dnit

O general Antônio Leite dos Santos Filho é o novo presidente da Agência Goiana de Infraestrutura e Transporte (Goinfra). Ele foi nomeado para o cargo na última sexta-feira (19/04), pelo governador Ronaldo Caiado.

Santos Filho foi diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O Dnit é uma autarquia federal vinculada ao Ministério da Infraestrutura, na época comandado por Tarcísio de Freitas (Republicanos), atual governador de São Paulo. O general também esteve na direção de Infraestrutura do Ministério do Esporte no governo do ex-presidente Michel Temer.

Santos Filho é oficial de engenharia e especializado em equipamentos de engenharia pelo Exército Brasileiro. Exercia o cargo de assessor especial na Goinfra e substitui o engenheiro Lucas Vissotto, que assumiu o órgão em dezembro de 2022, com indicação de Santos Filho. Vissoto é servidor de carreira do Dnit.

A troca na presidência da Goinfra ocorre após a plenária do Tribunal de Contas do Estado (TCE/GO) decidir, por unanimidade, suspender um processo licitatório aberto em dezembro do ano passado por suspeita de sobrepreço de R$ 62,5 milhões. A licitação é destinada à compra de aduelas (Estruturas pré-fabricadas de concreto armado) do programa Goiás em Movimento Eixo Pontes. Além desse processo, os conselheiros do TCE-GO, pediram esclarecimentos da Goinfra sobre outros quatro indícios de irregularidades.

Além de Vissoto, seis auxiliares do primeiro e segundo escalões da Goinfra também foram exonerados no mesmo dia em que um contrato de R$ 28 milhões foi cancelado. Alvo da Controladoria Geral do Estado (CGE), o contrato é investigado em sigilo, mas foi assinado em junho do ano passado com a empresa Prime Construções, responsável por reformas de prédios, entre eles os palácios das Esmeraldas e Pedro Ludovico Teixeira.

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