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Caiado defende governo ‘com espírito de JK’, para unir o país e superar polarização

Governador goiano abordou o clima de acirramento da política e soluções para problemas da população, na 2ª edição do Seminário Brasil Hoje, em São Paulo
Em seminário nacional, Caiado fala que presidente da República deve seguir exemplo de Juscelino Kubitschek: “Ninguém governa brigando, nesse clima de acirramento político” // Foto: Julia Fagundes

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), citou o ex-presidente Juscelino Kubitschek (JK) como exemplo a ser seguido para busca da união nacional, em um momento em que o país se depara com o desafio da polarização. A referência foi feita durante debate sobre desafios e oportunidades para os estados, em São Paulo, a segunda edição do Seminário Brasil Hoje, realizado nesta segunda-feira (22/04).

“Ninguém governa brigando, nesse clima de acirramento político. O presidente hoje tem que governar com o espírito que JK teve, de poder, se preocupar com matérias relevantes”, disse Caiado.

O mineiro JK comandou o país entre 1956 e 1961 em clima de coalizão. É o responsável pela transferência da capital federal do Rio de Janeiro para Brasília, que iniciou e consolidou o desenvolvimento do Centro-Oeste.

“Foi esse homem que deu conta de fazer todo o desenvolvimento, destacar o Centro-Oeste e o Norte do país”, disse Caiado.

O evento, promovido pela organização empresarial Esfera Brasil, reuniu lideranças políticas e do setor privado para debater o cenário econômico atual. Ao lado do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, o goiano encerrou o evento, com a mediação do jornalista Willian Waack.

Caiado relembrou que, à época de JK, o país também vivia grande clima de polarização política, com diversas forças tentando derrubar o presidente. Ao ser resolvida a crise, JK pediu calma e que o deixassem trabalhar pelo país, sem também promover clima de revanchismo contra adversários.

“Essa polarização é deletéria, todo mundo pode contribuir para seu fim”, disse Tarcísio ao concordar com Caiado. Para ele, o Judiciário, Legislativo, a mídia e mais setores da sociedade também devem atuar para descomprimir o debate.

“Estamos cada dia mais próximos do limite, a população não aguenta”, alertou Tarcísio.

Sobre desafios da segurança pública nos estados, Caiado ressaltou que “bandido tem que cumprir pena, e não ficar fazendo falsa política social”. Ele destacou ainda a necessidade do combate às facções criminosas que dominam diversos pontos, nas grandes metrópoles.

“Ter territórios onde não se pode entrar significa que não temos um estado democrático de direito”, afirmou.

Como resultado das ações do Governo de Goiás, ele citou que o estado hoje não tem nenhum território dominado por facções e é exemplo nacional em segurança pública.

Seminário – Também integraram a programação do seminário o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, além de outras autoridades. Nos demais painéis, foram abordados temas como as perspectivas para as eleições municipais, comunicação, meio ambiente e integração e inovação de cadeias produtivas.

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